COMO MANTER MEU CÃO LIVRE DA DOENÇA DO CARRAPATO? – Blut's
19.02.2018

COMO MANTER MEU CÃO LIVRE DA DOENÇA DO CARRAPATO?

Basta chover e aumentar a temperatura para gerar um ambiente propício ao crescimento de carrapatos, um dos maiores inimigos dos cães e seus tutores. Esses parasitas são responsáveis por uma doença infecciosa grave: a erliquiose, ou doença do carrapato. Mas por que eles gostam tanto dos cachorros? Os cães são personagens essenciais na vida do carrapato, pois eles “recebem” os ácaros várias vezes durante seu ciclo. Ainda que também sejam peludos, os gatos não são o alvo principal dos carrapatos, pois o fato dos felinos se lamberem constantemente ajuda a eliminar o parasita da pele com mais facilidade.

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 O ciclo de vida do carrapato está relacionado às condições ambientais, principalmente à temperatura e à umidade. Com o tempo quente e úmido,  o ciclo do parasita ocorre mais rápido, gerando novos ácaros em intervalo menor. Mas com tantas mudanças climáticas ocorrendo, o número de carrapatos em épocas não tão quentes tem aumentado bastante. Conheça o ciclo do parasita:

TRANSMISSÃO DO CARRAPATO – O carrapato que costuma afetar os cachorros é o Rhipicephalus sanguineus, ou carrapato-vermelho. Ele vive no interior das residências e é mais comumente encontrado na cidade do que no campo. Os pets podem pegar carrapatos nos passeios diários, principalmente em praças, gramados, terrenos baldios ou até vizinhos que tenham infestação em casa. Também correm riscos em locais de alta rotatividade canina, como pet shops e hotel para animais em más condições sanitárias. Os carrapatos preferem lugares secos e longe da luz, podendo ficar por longos períodos sem hospedeiros. Mesmo em casas que não tenham cães, esses ácaros podem sobreviver quando adultos sem se alimentar por mais de 200 dias.

SINTOMAS DA DOENÇA DO CARRAPATO – Quando o carrapato pica o cachorro, seu aparelho bucal penetra profundamente e se fixa na pele do animal. Com a laceração dos tecidos e vasos sanguíneos, o parasita ingere sangue do cão e regurgita grandes volumes de saliva, transmitindo agentes infecciosos como alguns tipos de bactérias. Entre elas, a do gênero Erlichia canis, que causa a erliquiose.  O cãozinho doente tem febre, apatia, falta de apetite, letargia, depressão, palidez das mucosas e anemia. Outros sinais estão relacionados com distúrbios na coagulação do sangue, como sangramento nasal, manchas arroxeadas, fezes e urina com sangue.

TRATAMENTO DA DOENÇA DO CARRAPATO – O tratamento para a erliquiose é feito com antibióticos, receitados por um médico veterinário de acordo com raça, peso e grau de infecção. A resposta aos cuidados, no entanto, vai depender de cada pet. Será preciso ainda tratar todos os animais da casa e providenciar a limpeza completa do ambiente, às vezes com dedetização específica.

POR QUE NÃO POSSO RETIRAR O CARRAPATO? Os carrapatos ficam grudados na pele do animal em locais escondidos como no meio dos dedos e dentro das orelhas, mas podem se espalhar por todo o corpo. Eles grudam nos cães e em outros hospedeiros e sugam o sangue durante alguns dias. Para conseguir isso, eles introduzem o aparelho sugador na pele do hospedeiro e se fixam na pele e pelo, valendo-se de dois “ganchos”. Essa característica faz com que seja muito difícil “arrancar” o carrapato e, assim, ele permanece fixado pelo tempo necessário para sugar todo o sangue de que precisa. Por esse motivo, não é recomendado que o tutor retire o parasita. Ao tentar arrancá-lo, pode-se tirar somente o aparelho bucal e deixar as garras fixadas. Caso isso aconteça, elas podem ficar presas na pele, causando grande inflamação e desconforto na região. A orientação é consultar um veterinário caso encontre um carrapato no cão. Ele poderá indicar qual o melhor cuidado a ser dado.

DICA DE PREVENÇÃO – Verifique constantemente a presença de carrapatos no seu bichinho. Procure nos lugares preferidos pelo parasita, como nas orelhas, entre os dedos e próximo ao pescoço. O mais importante ainda é aplicar mensalmente remédios ectoparasitas, que evitam a infestação. Além disso, mantenha sempre limpo o local onde o pet vive. Assim, as chances de ele contrair a erliquiose diminuem bastante.

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