SDMA

O SDMA — abreviação para dimetilarginina simétrica — é o aminoácido, arginina, que contém dois grupos de metila (dimetila) em uma orientação simétrica. O SDMA é encontrado no soro sanguíneo, é produzido por todas as células nucleadas em uma taxa constante, com maiores concentrações no cérebro, e é excretado principalmente pelos rins, com algumas evidências de absorção hepática em humanos. Não parece ser reabsorvido em túbulos renais ou influenciado por muitos fatores não renais, além da dieta.
O SDMA é usado como um marcador de lesão renal precoce e tem se mostrado mais sensível do que a creatinina sérica.
Apesar de ser mais oneroso a sua sensibilidade o faz um ótimo exame para o diagnóstico precoce de doença renal crônica ou injúria renal aguda, sendo recomendado utilizá-lo junto a outros exames para a avaliação renal e localização da lesão.

Tipagem (FENOTIPAGEM) Sanguínea Felina

Os animais, assim como os humanos, também possuem tipos sanguíneos. Nos gatos, o sistema AB é o mais importante até agora e é composto pelos tipos A, B e AB.

Atualmente, a tipagem sanguínea para o sistema AB felino se tornou mais frequente e existem várias doenças que causam anemias graves que exigem como tratamento de suporte a transfusão de sangue. Conheça melhor o teste e saiba mais sobre a tipagem sanguínea em gatos.

OS TIPOS DO SISTEMA AB – O tipo A é o mais comum e abrange cerca de 95% da população felina mundial. É encontrado principalmente em gatos sem raça definida e em siameses. O tipo B abrange, aproximadamente, 4% da população e, segundo estudos, é mais comum em gatos de raças puras, como British Shorthair, Cornish, Devon Rex, Persa e Himalaio. O sangue do tipo AB, por sua vez, é bastante raro. Lembrando que estas proporções podem mudar de acordo com o país.

TRANSFUSÕES – Não há um tipo sanguíneo doador universal entre os felinos, de forma que o exame para descobrir em qual grupo o animal se encaixa é fundamental. Gatos com sangue B não podem receber transfusão de sangue com tipo A. Já felinos do grupo AB não possuem anticorpos contra A ou B, mas podem receber sangue dos tipos A e AB. Os que tem sangue A geralmente possuem baixo nível de anticorpos anti-B, gerando resposta mais branda na primeira transfusão. Caso ocorra a incompatibilidade entre os tipos, as reações vão desde anemia hemolítica grave e choque anafilático até a morte.

ISOERITRÓLISE NEONATAL – Além das transfusões de sangue, a tipagem felina é muito importante no planejamento de um cruzamento para evitar a ocorrência de isoeritrólise neonatal. Esta doença, uma reação imunológica, acontece quando uma gata do tipo sanguíneo B dá à luz a um filhote tipo A ou AB. Depois do nascimento, ao mamar o colostro, os gatinhos recebem anticorpos contra os seus próprios glóbulos vermelhos e podem ir a óbito. A isoeritrólise neonatal pode ser evitada ao impedir o acasalamento entre gatas do tipo B com gatos tipo A ou AB.

EXISTEM OUTROS TIPOS SANGUÍNEOS EM GATOS? Sim, mas ainda não existem reagentes comerciais, portanto antes de qualquer transfusão de sangue a tipagem e a compatibilidade sanguínea são recomendadas.

Caso seu gatinho precise fazer o exame de tipagem sanguínea, procure um laboratório de sua confiança, para que o bichinho não fique estressado com a coleta. O teste é oferecido pelo Blut’s Centro de Diagnósticos Veterinários.

Coleta de sangue

A coleta de sangue pode ser um momento muito estressante para o animal e para os tutores, para evitar o máximo possível de estresse podemos tomar alguns cuidados, como um ambiente calmo, profissionais capacitados e uma contenção adequada. É importante que o tutor também esteja calmo durante a coleta, pois o animal pode acabar se agitando.

A maioria dos exames de rotina é feita com sangue venoso, sendo que o local de preferência para a coleta do sangue é a veia jugular, localizada no pescoço, pois é o vaso mais calibroso e, geralmente, o animal sente menos dor ao puncionar. Outros locais onde pode ser realizada a punção em cães e gatos são: o braço, parte interna da coxa ou na perna – veia cefálica, femoral e safena, respectivamente – sendo escolhido de acordo com o temperamento, espécie e aceitação do animal.

Para melhor higiene, localização e acesso da veia, pode ser necessário que uma parte do pelo seja retirada, e a coleta pode ser feita com seringa ou tubos de coleta a vácuo sendo selecionada de acordo com o peso do animal e volume de sangue exigido, sendo que o último sempre é coletado levando em conta o tamanho do animal, de forma que nunca será retirado um volume de sangue a ponto do animal passar mal.

É comum a coleta de múltiplos tubos, isso acontece pois cada tubo possui uma característica, que é mais adequada para  um tipo de exame, por exemplo a glicose, necessita do tubo com a tampa cinza que contém fluoreto, se for coletada com outro tubo os resultados obtidos podem não ser fidedignos ao do animal, já o hemograma, para a maioria das espécies, é coletado no tubo roxo, contém EDTA para não alterar a forma das células . 

Após a coleta é feito aplicação de pressão no local por um período rápido, para evitar sangramentos, não sendo necessário o uso de curativos, e o único cuidado necessário é para que o animal não faça pressão no local da coleta nos próximos minutos, puxando muito a coleira/peiteira por exemplo.

O que é Citologia?

O que é Citologia?

Citologia é o estudo das células. A equipe Blut’s faz isso o tempo todo na avaliação do hemograma, da medula óssea, de líquidos cavitários, e de tecidos em geral.

Quando um paciente apresenta um aumento de volume na pele, tecido subcutâneo, tecido mamário, ou alguma alteração em algum outro órgão interno (observada através de exame de imagem), o clínico pode sugerir a avaliação citológica do local, ou seja, uma biópsia para avaliação das células.

A avaliação citológica de tecidos oferece uma avaliação rápida da patologia tecidual e tem a capacidade de, muitas vezes, oferecer um diagnóstico (ex. se é um câncer ou não), auxiliar no prognóstico (maligno ou benigno), auxiliar nas intervenções terapêuticas diretas (ex. tratar, observar ou fazer cirurgia) e sugerir testes diagnósticos adicionais (ex. histopatologia, cultura bacteriana ou fúngica).

A capacidade da amostra de atingir todos esses objetivos depende de vários fatores como: técnica de coleta adequada, preparação e coloração das lâminas, bem como da natureza e distribuição da lesão e da habilidade / experiência do citologista.

Nos casos mais simples, um raspado de pele, um suabe otológico ou vaginal ou a citologia por aspiração com agulha fina serão as técnicas escolhidas. Em outros casos, será necessário a aspiração por agulha fina guiada por ultrassom, ou até mesmo com acompanhamento de anestesia geral. E ainda existem os casos que apenas a citologia não será possível ou não será o suficiente para determinar o diagnóstico. Seja qual for a situação, a equipe Blut’s pode auxiliar o médico veterinário a decidir a melhor forma de diagnóstico para o paciente.

Além disso, algumas lesões não podem ser diagnosticadas citologicamente, pois pode ser necessária a avaliação da arquitetura tecidual ou quando não há esfoliação das células investigadas. Nestes pacientes, a histopatologia é necessária.    

FA e frações de Fosfatase Alcalina

A fosfatase alcalina (FA ou ALP) é uma enzima não específica. O principal uso da ALP é como um indicador sensível de colestase no cão (aumentará antes da bilirrubina), porém não é específico porque a presença de corticosteroides (exógenos ou endógenos) induz a produção desta enzima, com aumentos subsequentes na atividade sérica ou plasmática. No gato, porém, a ALP é um indicador específico da doença hepática, enquanto em animais de grande porte, a enzima não é muito útil.

A amostra de sangue deve ser colhida em um tubo soro ou heparina. A diminuição da atividade é rara, e o aumento indica alterações nos tecidos que produzem (ex. hepático, ósseo) ou uso de certos medicamentos.

As alterações ósseas não necessariamente são malignas, podendo ocorrer devido ao animal estar em fase de crescimento ou a regeneração de alguma fratura, mas alguns tumores ósseos também podem levar ao aumento da enzima. A colestase é a diminuição ou interrupção do fluxo biliar, sendo então uma alteração hepatobiliar podendo ser causado por hepatites, lipidose hepática e cálculo biliar. Já o uso de certos medicamentos corticoides como prednisona e dexametasona ou barbitúricos como o fenobarbital entre outros, em cães pode levar a uma maior produção da fosfatase.

Os itens citados acima são apenas algumas das possíveis alterações que o aumento da FA pode indicar, para se ter certeza da origem podem ser determinadas as frações de fosfatase alcalina, que é um exame capaz de diferir se o aumento tem origem óssea, induzida por medicamento ou hepatobiliar. De qualquer forma o veterinário responsável deve considerar a condição em que o animal se encontra para decidir qual a fonte provável do aumento da enzima.

 

Escrito por: Cecília Maieron – Estagiária Blut’s