POR QUE CÃES COMEM FEZES?

Você com certeza conhece ou já viu algum cachorro que come fezes. Mas por que esse comportamento ocorre? O ato de explorar, interagir e abocanhar pequenas porções de fezes é completamente normal em filhotes. Por isso, se você se deparar com um cãozinho ingerindo, esporadicamente, pequenas porções de suas próprias fezes ou das de sua mãe, fique tranquilo. É normal que o filhote queira descobrir o mundo de forma menos convencional.

CAUSAS PARA O CÃO COMER FEZES

CADELAS COM CRIA: cadelas que estão com cria podem ingerir excrementos de seus filhotes. Esse comportamento ocorre porque, no início da vida, os cães necessitam do estímulo materno para evacuarem e, ao estimulá-los, a mãe ingere seus excrementos. Essa também é uma forma de manter o ninho limpo.

FOME: um cão que apresenta condições de má absorção de nutrientes pode buscar suplementação por meio da coprofagia. Uma dieta inadequada também faz com que o bichinho coma fezes, para tentar ingerir mais calorias. Cachorros com polifagia (compulsão alimentar que pode ser causada por doenças) apresentam esse comportamento para tentar saciar seu apetite anormal.

Uma dieta inadequada também faz com que o bichinho coma fezes, para tentar ingerir mais calorias.

BUSCA POR ATENÇÃO: o cão pode perceber que a ingestão de fezes resulta em atenção imediata do tutor e, então, passa a usar esse comportamento para obtê-la. Por isso, devemos sempre ter cuidado em relação à atenção oferecida após ingestão das fezes, pois ela pode reforçar o comportamento indevido.

ANSIEDADE: a coprofagia pode ser um mecanismo usado por um cão ansioso para lidar com sua condição, principalmente se estão faltando estímulos físicos e mentais adequados ao animal.

TRANSTORNO COMPULSIVO: é raro, mas alguns cães apresentam a coprofagia como uma manifestação oral de um transtorno compulsivo.

MEDO: a coprofagia pode ocorrer quando tutores usam técnicas punitivas, como aproximar o rosto do cão dos excrementos e gritar porque ele evacuou no local errado. O bichinho pode associar a punição ao ato de defecar e acabar comendo as fezes para escondê-las e não ser novamente punido.

PREFERÊNCIA: pode ser difícil de entender e até bem nojento para alguns, mas alguns cães podem estar ingerindo fezes simplesmente porque gostam! Elas podem ser atrativas aos animais por causa do cheiro, sabor, textura e outros aspectos. Isso é particularmente comum com fezes de gatos, que, por seu maior teor proteico, são comumente ingeridas pelos próprios felinos.

 

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COMO MANTER MEU CÃO LIVRE DA DOENÇA DO CARRAPATO?

Basta chover e aumentar a temperatura para gerar um ambiente propício ao crescimento de carrapatos, um dos maiores inimigos dos cães e seus tutores. Esses parasitas são responsáveis por uma doença infecciosa grave: a erliquiose, ou doença do carrapato. Mas por que eles gostam tanto dos cachorros? Os cães são personagens essenciais na vida do carrapato, pois eles “recebem” os ácaros várias vezes durante seu ciclo. Ainda que também sejam peludos, os gatos não são o alvo principal dos carrapatos, pois o fato dos felinos se lamberem constantemente ajuda a eliminar o parasita da pele com mais facilidade.

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 O ciclo de vida do carrapato está relacionado às condições ambientais, principalmente à temperatura e à umidade. Com o tempo quente e úmido,  o ciclo do parasita ocorre mais rápido, gerando novos ácaros em intervalo menor. Mas com tantas mudanças climáticas ocorrendo, o número de carrapatos em épocas não tão quentes tem aumentado bastante. Conheça o ciclo do parasita:

TRANSMISSÃO DO CARRAPATO – O carrapato que costuma afetar os cachorros é o Rhipicephalus sanguineus, ou carrapato-vermelho. Ele vive no interior das residências e é mais comumente encontrado na cidade do que no campo. Os pets podem pegar carrapatos nos passeios diários, principalmente em praças, gramados, terrenos baldios ou até vizinhos que tenham infestação em casa. Também correm riscos em locais de alta rotatividade canina, como pet shops e hotel para animais em más condições sanitárias. Os carrapatos preferem lugares secos e longe da luz, podendo ficar por longos períodos sem hospedeiros. Mesmo em casas que não tenham cães, esses ácaros podem sobreviver quando adultos sem se alimentar por mais de 200 dias.

SINTOMAS DA DOENÇA DO CARRAPATO – Quando o carrapato pica o cachorro, seu aparelho bucal penetra profundamente e se fixa na pele do animal. Com a laceração dos tecidos e vasos sanguíneos, o parasita ingere sangue do cão e regurgita grandes volumes de saliva, transmitindo agentes infecciosos como alguns tipos de bactérias. Entre elas, a do gênero Erlichia canis, que causa a erliquiose.  O cãozinho doente tem febre, apatia, falta de apetite, letargia, depressão, palidez das mucosas e anemia. Outros sinais estão relacionados com distúrbios na coagulação do sangue, como sangramento nasal, manchas arroxeadas, fezes e urina com sangue.

TRATAMENTO DA DOENÇA DO CARRAPATO – O tratamento para a erliquiose é feito com antibióticos, receitados por um médico veterinário de acordo com raça, peso e grau de infecção. A resposta aos cuidados, no entanto, vai depender de cada pet. Será preciso ainda tratar todos os animais da casa e providenciar a limpeza completa do ambiente, às vezes com dedetização específica.

POR QUE NÃO POSSO RETIRAR O CARRAPATO? Os carrapatos ficam grudados na pele do animal em locais escondidos como no meio dos dedos e dentro das orelhas, mas podem se espalhar por todo o corpo. Eles grudam nos cães e em outros hospedeiros e sugam o sangue durante alguns dias. Para conseguir isso, eles introduzem o aparelho sugador na pele do hospedeiro e se fixam na pele e pelo, valendo-se de dois “ganchos”. Essa característica faz com que seja muito difícil “arrancar” o carrapato e, assim, ele permanece fixado pelo tempo necessário para sugar todo o sangue de que precisa. Por esse motivo, não é recomendado que o tutor retire o parasita. Ao tentar arrancá-lo, pode-se tirar somente o aparelho bucal e deixar as garras fixadas. Caso isso aconteça, elas podem ficar presas na pele, causando grande inflamação e desconforto na região. A orientação é consultar um veterinário caso encontre um carrapato no cão. Ele poderá indicar qual o melhor cuidado a ser dado.

DICA DE PREVENÇÃO – Verifique constantemente a presença de carrapatos no seu bichinho. Procure nos lugares preferidos pelo parasita, como nas orelhas, entre os dedos e próximo ao pescoço. O mais importante ainda é aplicar mensalmente remédios ectoparasitas, que evitam a infestação. Além disso, mantenha sempre limpo o local onde o pet vive. Assim, as chances de ele contrair a erliquiose diminuem bastante.

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COMO EVITAR A TEMIDA CINOMOSE?

Causada por um vírus e bastante contagiosa, a cinomose é uma das doenças mais letais em cães. A enfermidade pode atingir cachorros de todas as idades e raças, mas é mais comum em filhotes. Comparada com outras viroses que acometem os cães, a cinomose é a que apresenta as maiores taxas de morbidade, de 25% a 75%. Entre os filhotes, o problema pode ser ainda mais grave, já que o animal não está apto a combater todos os efeitos produzidos pelo vírus, embora seu sistema imunológico esteja desenvolvido. 

Apesar de ser uma doença agressiva e muito temida por quem já perdeu um companheiro canino dessa forma, a cinomose pode ser evitada. Ou seja, nem todos os animais infectados estão necessariamente condenados à morte. Porém, para que o mal seja tratado de forma satisfatória, é fundamental o diagnóstico precoce. Quando a virose demora a ser percebida, o tratamento é bem mais complexo e lento, já que os sintomas podem evoluir para o sistema nervoso, deixando sequelas neurológicas como tiques nervosos, tremores e paralisia.

TRANSMISSÃO DA CINOMOSE – A transmissão ocorre por meio da inalação de partículas virais presentes no ar ou nas secreções (oculares, nasais, orais ou fecais) de animais infectados, sendo que a principal fonte de transmissão são os espirros. Essas secreções podem contaminar água, alimentos e objetos. Os humanos também podem carregar o vírus nas roupas, mas a cinomose só afeta animais como os cães e furões.

SINTOMAS DA CINOMOSE – O período de incubação – tempo entre o contato com o vírus e o aparecimento dos sintomas – costuma ser de até dez dias. A cinomose é caracterizada por fases. Os sintomas iniciais pode ser confundidos com uma gripe ou mal-estar. São eles: secreções ocular e nasal, febre, vômito, diarreia, dificuldade respiratória e perda de apetite. Uma vez subestimado, o quadro evolui rapidamente para febre alta, pústulas e pneumonia.

FASES DA CINOMOSE

1. Fase oftálmica: assim que entra no organismo, e antes mesmo de alcançar o sistema respiratório, o vírus atinge os olhos do cachorro, provocando sintomas como conjuntivite, congestão ocular, lesões perioculares e secreção.
2. Fase respiratória: o trato respiratório é a principal via de entrada do vírus. Como ele se multiplica no aparelho respiratório, é comum logo surgir um quadro grave de tosse, dificuldade de respiração, pneumonia, além de secreção nasal.
3. Fase tegumentar: a enfermidade pode atingir a pele, pelagem, unhas e glândulas. Entre os efeitos estão a hiperqueratose do nariz (excesso de queratina que causa endurecimento), patas ressecadas e manchas no abdome.
4. Fase digestiva: é a segunda área do organismo mais atingida. O microrganismo também se multiplica no intestino, ocasionando inflamação, que se manifesta por diarreia, além de vômitos e perda de apetite.
5. Fase neurológica: depois de afetar os sistemas respiratório e digestivo, o vírus se dirige ao sistema nervoso central, causando encefalite. Isso pode acarretar convulsões, cegueira, paralisia, perda de consciência e tiques nervosos.

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PREVENÇÃO – Para que os peludos não sejam infectados, o melhor remédio é a vacinação. Como a doença atinge qualquer faixa etária, é preciso que a prevenção seja feita desde filhote. O recomendável é que a primeira dose seja aplicada a partir de 45 dias e as outras duas, com intervalos de 21 a 30 dias. Para isso, o animal não pode estar doente. Após esse ciclo, a recomendação é repetir o procedimento anualmente.

Durante a fase de imunização, deve-se manter o mascote afastado do contato com outros animais que possam oferecer risco à saúde dele. A vacina, no entanto, ainda não é oferecida gratuitamente, de forma que nem todos os tutores podem proteger seus bichinhos adequadamente.

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GUIA DA CASTRAÇÃO

A castração vem sendo difundida não apenas como uma das formas mais eficientes de controle populacional de cães e gatos, mas por trazer benefícios à saúde do animal, especialmente no que se refere a alguns tipos de câncer. Mesmo assim, muitos tutores têm medo de castrar seus pets. A verdade é que, adotando os procedimentos corretos antes e depois da cirurgia, tudo tende a correr bem. 

Geralmente, o pet chega à clínica veterinária logo pela manhã e, no final da tarde, já pode ter alta. Durante esse período, ele vai acordar e se recuperar da anestesia sob os cuidados de profissionais. Há tutores que temem que o animal não resista ao procedimento anestésico ou que a castração o impeça de ser um cão de guarda. No entanto, são mitos que precisam ser derrubados. Confira o guia que fizemos para você esclarecer todas as dúvidas sobre castração.

O PROCEDIMENTO
A castração consiste na remoção do útero e dos ovários de fêmeas e dos testículos nos machos. O procedimento é feito com anestesia geral. Para pets mais sensíveis, como os idosos, pode-se utilizar a anestesia inalatória e a monitorização cardiorrespiratória. A cirurgia costuma ser mais invasiva para fêmeas, pois seu aparelho reprodutor é mais complexo. Geralmente, são receitados analgésicos por três dias e os pontos são retirados dentro de 10 dias.

O MOMENTO CERTO
A idade ideal para realizar a operação diverge entre os profissionais. A maioria dos médicos veterinários aconselha a castrar por volta dos 6 meses, tanto para fêmeas quanto para machos. A esterilização antes do primeiro cio evita a piometria (grave infecção uterina) e praticamente elimina as chances de desenvolvimento de tumores de mama em cadelas. Em gatas, acaba com as falsas gestação e lactação. Nos machos, castrar evita o câncer de próstata e o de testículo e diminui as chances de hérnias perineais. Por outro lado, alguns profissionais defendem a castração somente após um ano de vida do animal, pois os hormônios sexuais auxiliariam no desenvolvimento físico, tornando a musculatura mais forte e tendões e ligamentos mais saudáveis e resistentes. O ideal é conversar com o médico veterinário do bichinho sobre o assunto desde a primeira consulta. Ele vai poder orientar com mais precisão caso a caso.

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ANTES DA OPERAÇÃO
•  O mascote deve fazer um check-up, incluindo exame de sangue e eletrocardiograma no intuito de garantir uma cirurgia com menor risco.
•  O pet deve ficar em jejum alimentar por dez horas e jejum hídrico de pelo menos duas horas.
•  Dê um banho no dia anterior com sabonete ou xampu antisséptico.
•  O pet deve ser levado à clínica de carro para evitar estresse no caminho. Para animais agressivos ou assustados, o ideal é consultar o médico veterinário a fim de que ele possa prescrever medicações adequadas para minimizar o estresse.

CUIDADOS NO PÓS-OPERATÓRIO
•  O tutor precisa ficar atento aos pontos da cirurgia e verificar se nota algum inchaço, secreção, coloração ou cheiro na região da cirurgia.
•  Observe também se a medicação está causando coceira, vômito ou diarreia. Qualquer sinal fora do normal deve ser comunicado ao médico veterinário.
•  O pet tem de ser mantido em local baixo para não cair e não pode subir escadas, camas e sofás.
•  Cuide para que o animal não faca esforço físico para não romper os pontos internos ou externos. Monitore o animal de perto ou o mantenha internado.
•  O colar elisabetano ou a roupa cirúrgica são obrigatórios em fêmeas, pois quando o animal sente coceira ou dor, vai direto para o foco, ou seja, os pontos.
•  O local de contenção para as primeiras horas pós-cirurgia deve estar limpo, silencioso e aquecido.
•  Alimentos e água podem ser dados logo que o pet se levantar, mas desde que ele os procure. Após 24 horas da cirurgia, o animal volta a se alimentar e fazer suas necessidades.

ESCLAREÇA OS MITOS DA CASTRAÇÃO
•  Fêmeas não têm o desejo de ser mães como acontece com a maioria das humanas. Elas não precisam procriar antes de serem castradas.
•  Os animais não ficam necessariamente mais gordos após a castração. O consumo de alimentos, no entanto, precisará diminuir, enquanto a frequência de exercícios deverá aumentar pós-castração.
•  O cão de guarda não perderá agressividade. A personalidade do bichinho não muda com a castração.
•  Machos não ficarão tristes ou frustrados por não terem contato sexual. Esses são valores humanos que não valem para os animais. O acasalamento é um ato instintivo e irracional para os pets.

VANTAGENS DA CASTRAÇÃO
•  O risco de tumores no sistema reprodutivo é reduzido consideravelmente.
•  Evita casos de gravidez psicológica.
•  Elimina o risco de piometria, infecção no útero que se manifesta em cerca de 60% das fêmeas não castradas.
•  Evita que machos fujam de casa para acasalar e acabem atropelados ou perdidos.
•  Reduz o hábito de marcação de território com urina.
•  Evita que fêmeas entrem no cio.
•  Aumenta a expectativa de vida do animal, pois ele terá menos chances de desenvolver certas doenças.
•  Machos reduzem a disputa por fêmeas em função da diminuição da produção de testosterona.
•  Contribui para diminuir a população de cães e gatos de rua, já que haverá menos ninhadas indesejadas e abandonadas.

 

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ANEMIA EM CÃES E GATOS: CAUSAS E TRATAMENTO

Um cão ou gato que anda cabisbaixo, quieto e desanimado pode estar com anemia. Mas como a prostração também é sintoma de outras doenças, nem sempre o tutor percebe que o bichinho está anêmico. Por isso, é importante ficar atento ao tempo em que seu companheiro está fraquinho.

Normalmente, a anemia é um problema de saúde decorrente de outras enfermidades. Ela é caracterizada pela deficiência de glóbulos vermelhos – também denominados eritrócitos – no sangue, responsáveis por transportar oxigênio aos órgãos do animal. Por esse motivo, a situação de um animal anêmico é preocupante. Neste guia, você vai saber mais sobre a anemia, como identificá-la e tratá-la.

TIPOS DE ANEMIA EM PETS
Hemolítica – Autoimune, causada por parasitas. Relacionada com a curta duração ou destruição da hemoglobina.
Hemorrágica – Perda significativa de sangue, decorrente de acidente ou corte profundo. Câncer, úlcera e problemas gastrointestinais também podem provocar o vazamento de sangue de forma lenta.
Origem medular ou arregenerativa – É na medula óssea que são produzidas as células que formam o sangue. Caso ocorra algum dano nela ou complicações como doenças renais, a produção de sangue é interrompida.

CAUSAS
•  Alimentação deficiente – A medula óssea necessita de uma fonte de ferro na alimentação e algumas vitaminas para produzir sangue. Por isso, alimentação deficiente e desnutrição podem deixar animais anêmicos, ainda que essa seja uma causa pouco comum em pets. Nesse caso, prebióticos e probióticos podem ajudar.

Leia mais: A importância de prebióticos e probióticos para a saúde dos pets

•  Acidentes – Traumas provocam grande perda de sangue em razão de hemorragias internas e externas.
•  Parasitas – Carrapatos, vermes intestinais e pulgas se alimentam de sangue do animal. Doenças graves como a babesiose e a erliquiose, causadas por parasitas, atrapalham a produção de alguns componentes do sangue e levam o pet à anemia, principalmente quando filhotes.
•  Doença renal crônica – O hormônio responsável por estimular a medula tem a produção alterada se o animal estiver com doença renal. Com isso, a medula não produz as células vermelhas, levando à anemia.

SINTOMAS
Se o bichinho, que antes era brincalhão, está mais quieto, o tutor deve ligar o sinal de alerta para a anemia. Além disso, outros sintomas são palidez, perda de apetite e de pelo, indisposição, urina escura, depressão, cansaço excessivo e mucosas com coloração pálida.

DIAGNÓSTICO
O diagnóstico da anemia pode ser feito por meio do exame clínico e do exame de sangue, mais conhecido como hemograma. Também podem auxiliar exames de urina, fezes e imagens, como o ultrassom abdominal. O exame de sangue quantitativo, no entanto, é o mais importante, pois atestará a quantidade de glóbulos vermelhos que há no organismo, assim como a morfologia das células.

TRATAMENTO
O tratamento de um cão ou gato com anemia dependerá do que está causando o problema. Se há um parasita prejudicando a saúde do bichinho, o foco será eliminá-lo. No caso da perda de sangue excessiva, a transfusão sanguínea é o mais indicado. Se houver hemorragia interna, poderá ser necessária cirurgia para estancá-la. Problemas de origem medular, por sua vez, precisam ser investigados para tratamento mais adequado, que também pode envolver transferência de sangue.

 

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APRENDA A MONTAR UM KIT DE PRIMEIROS SOCORROS PARA PETS

Muitos tutores já passaram por apuros quando seus pets resolveram aprontar alguma arte. Por isso, ter um kit de primeiros socorros é importante para garantir a saúde e o bem-estar do bichinho no caso de pequenos ou grandes acidentes. Os acidentes mais comuns com cães e gatos são contusões, entorses, fraturas, feridas, queimaduras, lesões por mordeduras, reações alérgicas e intoxicações. É fundamental que o tutor tenha em casa itens de cuidados básicos para o animalzinho ser tratado o mais rápido possível até que possa ser levado ao médico veterinário. 

Leia mais: Saiba quais são as principais lesões que os pets podem ter nas patas

TERMÔMETRO – Focinho quente, frio ou seco não é a melhor maneira para aferir a temperatura. Tenha sempre um termômetro de uso exclusivo do pet. Os cães têm temperatura entre 38°C e 39,2°C.

CONTA GOTAS OU SERINGA (SEM AGULHA) – São úteis para lavar feridas e também para facilitar a administração de medicamentos orais.

POMADAS ANTISSÉPTICAS, DESINFETANTES E ANTIBIÓTICAS – Auxiliam na cicatrização de feridas. Para escolher uma boa pomada, peça orientação ao médico veterinário, pois não é todo o tipo de ferida que pode ser tratada com pomada.

CARTEIRA DE IDENTIFICAÇÃO E VACINAÇÃO – Mantenha sempre atualizada a carteira de vacinação do animal, contendo endereço, peso e idade. Aproveite e escreva o nome e o telefone do tutor para o caso de emergências.

GAZE ESTÉRIL – Use para limpeza e curativo de feridas. Dê preferência à gaze e não ao algodão, pois os fiapos do algodão podem grudar nos machucados. A gaze deve ser guardada em uma embalagem limpa e sem contato com outros medicamentos para não haver contaminação.

ESPARADRAPO OU MICROPORE – Ideal para fechar feridas. Porém, nunca deve ser colocado diretamente na lesão, somente sobre a gaze. É também importante tomar cuidado com o pelo, pois o esparadrapo pode grudar e machucar na hora de tirar.

LUVAS DESCARTÁVEIS – Não deixe faltar no seu kit luvas descartáveis para manipular as feridas do seu pet.

REMÉDIO PARA ALERGIAS – Cães alérgicos devem ter sempre a medicação indicada pelo veterinário. As alergias podem se manifestar pelo simples contato com alérgenos, assim como por picadas de abelhas e formigas.

SORO FISIOLÓGICO – Serve para limpeza adequada das feridas e queimaduras do seu companheiro. Atenção! Não use água oxigenada, pois ela pode irritar a mucosa do animal.

TESOURA SEM PONTA – Ideal para cortar gazes, fitas e outros materiais.

REMÉDIO CONTRA ENJOO – Se o pet enjoa no carro, recomenda-se o uso de medicamentos. Dê a medicação prescrita pelo médico veterinário 15 minutos antes de embarcar e mantenha jejum alimentar.

FOCINHEIRAS –  Mesmo que o pet seja amistoso, ao sentir dor, ele pode querer morder como forma de defesa. Por isso, use sempre a focinheira para evitar mordidas.

TOALHA OU COBERTOR – Essenciais para evitar choque térmico ou perda rápida de temperatura.

 

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PASSO A PASSO PARA DAR BANHO NO CACHORRO EM CASA

Muitos tutores preferem que o banho seja dado na pet shop e não em casa, com receio de machucar ou mesmo não saber como limpar corretamente o pet. Dependendo do tamanho e do comportamento do cão, a tarefa pode ser complexa. Seguindo as dicas a seguir, você vai deixá-lo longe da sujeira e das enfermidades.

A frequência dos banhos varia conforme a raça, o tipo de pelo e a temperatura ambiente. É bom lembrar que banho em excesso pode fazer mal à saúde dos cães. As necessidades higiênicas dos bichinhos não são como as dos humanos. Dar mais de um banho por semana, por exemplo, pode deixar o pet exposto a fungos e alergias. O intervalo ideal entre os banhos varia, podendo ser de 10 a 30 dias. Pergunte ao médico veterinário qual a melhor frequência de banho para o seu peludo. A seguir, acompanhe o passo a passo para dar banho no seu peludo em casa.

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•  ESCOVE OS PELOS – Antes do banho, aproveite para escovar o pelo do cão. Além de remover os pelos soltos, a escovação ajuda a fazer com que o xampu e o creme de tratamento façam mais efeito. Tenha calma e paciência, pois esse pode ser um processo demorado, caso o pelo do seu bichinho esteja muito embaraçado. Use uma escova própria para o tipo de pelagem do cão.

•  ESCOLHA O LUGAR – Seja na área de serviço ou no banheiro, o local deve estar limpo. Deixe todos os produtos, toalhas e algodão perto de você. Se o piso for muito liso, coloque um tapete antiderrapante para o bichinho se sentir mais seguro. Não dê banho no seu amigo com mangueiras externas, pois a água pode ser muito fria para ele.

•  ESCOVE OS DENTES – Aproveite o momento para limpar os dentes do bichinho. Não esqueça que isso precisa ser feito com escova e creme dental próprios para animais.

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•  PROTEJA OLHOS E OUVIDOS – Coloque uma bolinha de algodão em cada orelha. Este é um passo muito importante, pois, se a água entrar no ouvido, o cãozinho pode desenvolver otite. Essa regra vale para todos os pets, mesmo aqueles com orelhas longas, ok? Como o cachorro poderá balançar a cabeça durante o banho e tirar a proteção, deixe mais bolinhas de algodão próximas para substituir. Você também pode proteger os olhos do pet passando uma pomada oftálmica.

Antes do banho, aproveite para escovar o pelo do cão. Além de remover os pelos soltos, a escovação ajuda a fazer com que o xampu e o creme de tratamento façam mais efeito.

•  TEMPERATURA DA ÁGUA – A água deve estar morna. Ela precisa estar agradável e suportável. Faça o teste colocando a mão para sentir a temperatura. Se ainda estiver em dúvida, deixe um pouco mais fria. É preferível que ela esteja assim do que muito quente.

•  HORA DO XAMPU – Nunca use xampu de humanos. Escolha o produto de acordo com o tipo de pelo do seu animal. O ideal é ter pH neutro. Molhe o animal completamente. Em seguida, espalhe o xampu e massageie até formar espuma. Comece no pescoço e vá descendo. Deixe as patinhas e o bumbum, que são as partes mais sujas, por último para não levar espuma com sujeira ao resto do corpo.

•  LAVANDO O ROSTO – É uma parte delicada, pois é necessário cuidar para que o xampu não entre em contato com olhos e ouvidos. Seja cuidadoso ao colocar o produto. Dê atenção especial aos bigodes e à região da lágrima. Uma alternativa é usar um paninho molhado com água e xampu para lavar o rosto.

•  ENXAGUE- Espere o tempo necessário indicado na embalagem para o produto agir. Tire primeiro a espuma do corpo e, por último, do rosto. Perto do focinho, jogue água com a mão, e não diretamente com o chuveirinho ou mangueira. Preste bem atenção na região da virilha, axilas e entre os dedos. Se o cão estiver muito sujo, repita a aplicação do xampu.

•  CONDICIONADOR – Se você quiser deixar o pelo dele mais macio, aplique  um condicionador e enxague. Para cães de pelo longo, o condicionador é importante para desembaraçar.

•  RETIRE O EXCESSO DE ÁGUA – Esfregue vigorosamente a toalha no sentido contrário do crescimento dos pelos e, em seguida, no sentido certo. Comece pela cabeça. Seque muito bem a região dos olhos, bigodes, focinho e orelhas. Essas são as partes do corpo que, quando molhadas, provocam mais aflição no bichinho. Aproveite para limpar as orelhinhas do cão com produtos adequados e algodão, pois a umidade do banho torna a limpeza mais fácil.

•  SECAGEM – Essa etapa é fundamental, já que a secagem correta é um dos principais cuidados para evitar doenças de pele. Por isso, acostume seu bichinho com o barulho do secador. Use na temperatura morna para dias frios e fria para dias quentes. Mantenha a distância de 30 cm entre o secador e o cão. Dê o banho durante o dia, para que os pelos sequem completamente antes do cão dormir. Mesmo utilizando secador, a umidade permanece no corpo do animal de três a quatro horas após o banho. Mantenha o cachorro aquecido e longe de correntes de ar durante esse tempo, assim ele não se resfriará.

•  ESCOVAÇÃO – Após o banho é preciso desembaraçar os pelos, principalmente se seu companheiro tiver pelagem longa. Use produtos desembaraçantes se for necessário. A escovação pós-banho, além de estimular a circulação sanguínea, elimina pelos mortos e acalma o cãozinho.

 

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