SDMA

O SDMA — abreviação para dimetilarginina simétrica — é o aminoácido, arginina, que contém dois grupos de metila (dimetila) em uma orientação simétrica. O SDMA é encontrado no soro sanguíneo, é produzido por todas as células nucleadas em uma taxa constante, com maiores concentrações no cérebro, e é excretado principalmente pelos rins, com algumas evidências de absorção hepática em humanos. Não parece ser reabsorvido em túbulos renais ou influenciado por muitos fatores não renais, além da dieta.
O SDMA é usado como um marcador de lesão renal precoce e tem se mostrado mais sensível do que a creatinina sérica.
Apesar de ser mais oneroso a sua sensibilidade o faz um ótimo exame para o diagnóstico precoce de doença renal crônica ou injúria renal aguda, sendo recomendado utilizá-lo junto a outros exames para a avaliação renal e localização da lesão.

Urinálise

Também chamada de exame qualitativo de urina (E.Q.U), é a análise dos componentes da urina, fornecendo informações importantes sobre o trato urinário e certos distúrbios metabólicos, como diabetes e cetose metabólica.

O ideal para a análise é ter o mínimo de 5 ml, e as amostras não refrigeradas devem ser analisadas em até 2 horas, quando refrigerada pode ser analisada após 12 horas, de outra forma o exame não refletirá a condição do animal. É importante ter em mente que o método de coleta influencia o resultado do exame, podendo ser realizada por:

  • Micção natural: Coletada pelo tutor quando o animal for urinar, usando um pote de plástico estéril, geralmente fornecido pelo veterinário responsável pelo animal. Ao interpretar o resultado deve-se ter em mente que esta forma de coleta terá uma porção de células e bactérias pertencentes a uretra e aos genitais.
  • Cateterismo: É realizada por um profissional treinado que introduz uma sonda pela uretra do animal até a bexiga. Por este método ser um pouco traumático costuma haver maior quantidade de células do final do trato urinário.
  • Cistocentese: Esta coleta é feita por um profissional treinado, realizando a introdução de uma agulha na vesícula urinária através da pele do abdomen, devendo ser guiada por ultrassom para evitar lesões no paciente. Desta maneira toda a interferência do final do sistema geniturinário é eliminada, sendo esse método o preferível para realizar a urocultura.

O exame é composto por 3 partes, na primeira parte é verificado o aspecto físico da urina, como a cor e a turbidez; a segunda parte é a análise química onde é verificado a presença de elementos como a glicose, bilirrubina, proteínas, entre outras; a última parte é a análise de sedimento, onde se verifica a presença de bactérias, cristais e células na urina. Existem também exames complementares a urinálise, como a relação proteína/creatinina e GGT/creatinina que podem averiguar a função e lesão renal.

Levando em conta a variedade de informações fornecidas pelo E.Q.U, seu custo acessível e praticidade é um excelente exame para a avaliação médica do seu animal, desde que se conheça as limitações e possíveis fatores de interferências do teste

Escrito por: Cecília Maiero – Estagiária Blut’s

HEMOGRAMA

O hemograma é a análise das células sanguíneas, sendo um dos exames mais pedidos nas rotinas pelas informações que podem fornecer ao clínico veterinário sobre o estado do animal.

  • Eritrograma: É a porção relacionada as hemácias que também são chamadas de eritrócitos, sendo os glóbulos vermelhos do sangue, que são responsáveis pelo carregamento do oxigênio para o corpo.

É neste exame que são obtidos informações como o nº de hemácias, o hematócrito e a hemoglobina, a baixa de qualquer um desses valores é indicativo de anemia, mas o mais significativo é a hemoglobina pois é a porção que se liga e carrega o oxigênio. Além disso também é avaliado a morfologia das hemácias e verificado a presença de parasitas

  • Leucograma: Segmento do exame dedicado aos leucócitos, que são os glóbulos brancos do sangue, encarregados da defesa do corpo. Existem vários leucócitos, como os macrofagos, eosinófilos, basofilos, neutrófilos e os monócitos, cada um deles possui aparência e função distintas.

O aumento e a diminuição nos valores dessas células podem ter diversos motivos, desde reações alérgicas e machucados, a tumores e infecções parasitárias por isso é necessário que o veterinário responsável interprete os resultados tendo em vista o estado clínico do paciente.

  • Plaquetograma: Faz a análise e contagem das plaquetas também chamadas de trombócitos, são células responsáveis por estancar o sangramento se agrupando no local onde houve extravasamento de sangue.

Valores altos de plaquetas estão ligados a animais que passaram pela retirada do baço, enquanto valores baixos podem ser causados por sangramento, doenças auto-imunes, doenças parasitárias entre outras patologias.

Para que os resultados emitidos sejam o mais fidedigno com o estado do animal o exame deve ser avaliado por um profissional capacitado capaz de saber as peculiaridades de cada espécie. A coleta deve ser realizada de forma adequada, e o sangue colocado em um tubo que possua anticoagulante, preferencialmente o EDTA caracterizado pela tampa roxa/lilás, e homogeneizado para que não haja formação de coágulos que impossibilitem a análise.

 

Escrito por: Cecília Maiero – Estagiária Blut’s

Tipagem (FENOTIPAGEM) Sanguínea Felina

Os animais, assim como os humanos, também possuem tipos sanguíneos. Nos gatos, o sistema AB é o mais importante até agora e é composto pelos tipos A, B e AB.

Atualmente, a tipagem sanguínea para o sistema AB felino se tornou mais frequente e existem várias doenças que causam anemias graves que exigem como tratamento de suporte a transfusão de sangue. Conheça melhor o teste e saiba mais sobre a tipagem sanguínea em gatos.

OS TIPOS DO SISTEMA AB – O tipo A é o mais comum e abrange cerca de 95% da população felina mundial. É encontrado principalmente em gatos sem raça definida e em siameses. O tipo B abrange, aproximadamente, 4% da população e, segundo estudos, é mais comum em gatos de raças puras, como British Shorthair, Cornish, Devon Rex, Persa e Himalaio. O sangue do tipo AB, por sua vez, é bastante raro. Lembrando que estas proporções podem mudar de acordo com o país.

TRANSFUSÕES – Não há um tipo sanguíneo doador universal entre os felinos, de forma que o exame para descobrir em qual grupo o animal se encaixa é fundamental. Gatos com sangue B não podem receber transfusão de sangue com tipo A. Já felinos do grupo AB não possuem anticorpos contra A ou B, mas podem receber sangue dos tipos A e AB. Os que tem sangue A geralmente possuem baixo nível de anticorpos anti-B, gerando resposta mais branda na primeira transfusão. Caso ocorra a incompatibilidade entre os tipos, as reações vão desde anemia hemolítica grave e choque anafilático até a morte.

ISOERITRÓLISE NEONATAL – Além das transfusões de sangue, a tipagem felina é muito importante no planejamento de um cruzamento para evitar a ocorrência de isoeritrólise neonatal. Esta doença, uma reação imunológica, acontece quando uma gata do tipo sanguíneo B dá à luz a um filhote tipo A ou AB. Depois do nascimento, ao mamar o colostro, os gatinhos recebem anticorpos contra os seus próprios glóbulos vermelhos e podem ir a óbito. A isoeritrólise neonatal pode ser evitada ao impedir o acasalamento entre gatas do tipo B com gatos tipo A ou AB.

EXISTEM OUTROS TIPOS SANGUÍNEOS EM GATOS? Sim, mas ainda não existem reagentes comerciais, portanto antes de qualquer transfusão de sangue a tipagem e a compatibilidade sanguínea são recomendadas.

Caso seu gatinho precise fazer o exame de tipagem sanguínea, procure um laboratório de sua confiança, para que o bichinho não fique estressado com a coleta. O teste é oferecido pelo Blut’s Centro de Diagnósticos Veterinários.

Cobalamina

A cobalamina, popularmente conhecida como vitamina B12, é um composto orgânico encontrado principalmente na carne animal. Usada pelo organismo para sintetizar DNA, sua carência afeta principalmente tecidos nos quais há uma rápida multiplicação celular como em fetos, animais em crescimento e células sanguíneas e intestinais. Logo, se o animal apresenta sinais de anemia, diarreia, aborto ou má formação de filhotes, a verificação dos níveis de vitamina B12 é uma exame recomendado.

A deficiência de cobalamina pode ser causada pela ingestão insuficiente devido a uma dieta sem os níveis adequados de proteína de origem animal. Outras origens possíveis são distúrbios como deficiências genéticas, disfunções endócrinas, má absorção, insuficiência pancreática exócrina ou outras doenças intestinais. Em casos que seja necessária a suplementação, a mesma deve ser feita

A cobalamina, popularmente conhecida como vitamina B12, é um composto orgânico encontrado principalmente na carne animal. Usada pelo organismo para sintetizar DNA, sua carência afeta o desenvolvimento de fetos e animais em crescimento, além de afetar principalmente tecidos nos quais há uma rápida multiplicação celular como células sanguíneas e intestinais. Logo, se o animal apresenta sinais de anemia, diarreia, aborto ou má formação de filhotes, a verificação dos níveis de vitamina B12 é uma exame recomendado.

A deficiência de cobalamina pode ser causada pela ingestão insuficiente devido a uma dieta sem os níveis adequados de proteína de origem animal. Outras origens possíveis são distúrbios como deficiências genéticas, disfunções endócrinas, má absorção, insuficiência pancreática exócrina ou outras doenças intestinais. Em casos que seja necessária a suplementação, a mesma deve ser feita com orientação de um médico veterinário, da mesma forma, o animal deve ser tratado se houver alguma doença desencadeando um quadro de carência de cobalamina.

 

Nutrição

Nos últimos anos a procura por dietas caseiras para os animais de estimação vem crescendo, seja por alguma condição de saúde do animal ou por valores éticos do tutor. Ao decidir seguir esse estilo de alimentação, as refeições devem ser elaboradas com cuidado, pois dietas desbalanceadas podem dar início a uma doença ou agravar alguma existente.

Devido à complexidade e importância que a nutrição possui, é recomendado que a dieta seja feita junto a um veterinário nutricionista, de forma que favoreça a rotina do tutor e as necessidades do organismo do animal. Devendo ser realizados consultas e exames periódicos para assegurar a saúde do animal.

DEA – Dog Erythrocyte Antigen

Cães possuem tipos sanguíneos, chamados de DEA, abreviação de Dog Erythrocyte Antigen traduzido para Antígeno Eritrocitário Canino. Assim como em humanos, a transfusão de sangue incompatível em cães pode levar a reações hemolíticas severas e até a morte.

O DEA 1 é um dos mais importantes, pois ele leva a reações mais graves e agudas em casos de transfusões incompatíveis. O cão pode ser negativo ou positivo para esse tipo, sendo assim, animais negativos podem receber apenas de outros animais negativos, enquanto animais positivos podem receber de animais positivos e negativos.

A tipagem não substitui a necessidade da prova de compatibilidade entre doador e receptor, mas a realização da tipagem para DEA 1 possibilita a escolha de um doador mais específico e diminui a possibilidade de incompatibilidade sanguínea.