Síndrome de cushing

O hiperadrenocorticismo, também conhecido como síndrome de cushing, é uma afecção endócrina que afeta principalmente cães, raramente afetando gatos. Os sinais clínicos incluem ingestão de água demasiada, micção excessiva, distensão abdominal e perda de pelos, que são causados pelo excesso de produção do hormônio cortisol.

Para o diagnóstico dessa afecção pode ser usado relação cortisol/ creatinina urinária, estimulação por ACTH ou supressão por dexametasona, que serão brevemente explicados abaixo.

↣ Relação cortisol/ creatinina urinária: É realizado a partir da urina, sendo coletado a primeira micção do dia do animal por 2 dias consecutivos, devendo ser mandado para análise logo após a coleta. Possui baixa sensibilidade, sendo usado para triagem.

↣ Supressão por dexametasona: Determinação sanguínea com auxílio de baixas ou altas doses de dexametasona (um glicocorticoide) que pode ser realizada com 2 dosagens (basal e 8 horas após a aplicação) ou 3 dosagens (basal, 4 e 8 horas após a aplicação). Auxília a distinguir se a síndrome tem origem hipofisária ou adrenal quando coletado 3 dosagens.

↣ Estimulação por ACTH: Determinação sanguínea com auxílio de ACTH (hormônio adrenocorticotrófico). Auxília na diferenciação entre hiperadrenocorticismo espontâneo (de origem hipofisária ou adrenal, sem distinguir entre elas) ou iatrogênico (pelo uso de medicações).

Cabe ao veterinário responsável pelo animal decidir qual exame é mais adequado para o caso e saber interpretar corretamente o resultado.

Texto por: Cecília Maieron

HEMOGRAMA

O hemograma é a análise das células sanguíneas, sendo um dos exames mais pedidos nas rotinas pelas informações que podem fornecer ao clínico veterinário sobre o estado do animal.

  • Eritrograma: É a porção relacionada as hemácias que também são chamadas de eritrócitos, sendo os glóbulos vermelhos do sangue, que são responsáveis pelo carregamento do oxigênio para o corpo.

É neste exame que são obtidos informações como o nº de hemácias, o hematócrito e a hemoglobina, a baixa de qualquer um desses valores é indicativo de anemia, mas o mais significativo é a hemoglobina pois é a porção que se liga e carrega o oxigênio. Além disso também é avaliado a morfologia das hemácias e verificado a presença de parasitas

  • Leucograma: Segmento do exame dedicado aos leucócitos, que são os glóbulos brancos do sangue, encarregados da defesa do corpo. Existem vários leucócitos, como os macrofagos, eosinófilos, basofilos, neutrófilos e os monócitos, cada um deles possui aparência e função distintas.

O aumento e a diminuição nos valores dessas células podem ter diversos motivos, desde reações alérgicas e machucados, a tumores e infecções parasitárias por isso é necessário que o veterinário responsável interprete os resultados tendo em vista o estado clínico do paciente.

  • Plaquetograma: Faz a análise e contagem das plaquetas também chamadas de trombócitos, são células responsáveis por estancar o sangramento se agrupando no local onde houve extravasamento de sangue.

Valores altos de plaquetas estão ligados a animais que passaram pela retirada do baço, enquanto valores baixos podem ser causados por sangramento, doenças auto-imunes, doenças parasitárias entre outras patologias.

Para que os resultados emitidos sejam o mais fidedigno com o estado do animal o exame deve ser avaliado por um profissional capacitado capaz de saber as peculiaridades de cada espécie. A coleta deve ser realizada de forma adequada, e o sangue colocado em um tubo que possua anticoagulante, preferencialmente o EDTA caracterizado pela tampa roxa/lilás, e homogeneizado para que não haja formação de coágulos que impossibilitem a análise.

 

Escrito por: Cecília Maiero – Estagiária Blut’s