Tipagem (FENOTIPAGEM) Sanguínea Felina

Os animais, assim como os humanos, também possuem tipos sanguíneos. Nos gatos, o sistema AB é o mais importante até agora e é composto pelos tipos A, B e AB.

Atualmente, a tipagem sanguínea para o sistema AB felino se tornou mais frequente e existem várias doenças que causam anemias graves que exigem como tratamento de suporte a transfusão de sangue. Conheça melhor o teste e saiba mais sobre a tipagem sanguínea em gatos.

OS TIPOS DO SISTEMA AB – O tipo A é o mais comum e abrange cerca de 95% da população felina mundial. É encontrado principalmente em gatos sem raça definida e em siameses. O tipo B abrange, aproximadamente, 4% da população e, segundo estudos, é mais comum em gatos de raças puras, como British Shorthair, Cornish, Devon Rex, Persa e Himalaio. O sangue do tipo AB, por sua vez, é bastante raro. Lembrando que estas proporções podem mudar de acordo com o país.

TRANSFUSÕES – Não há um tipo sanguíneo doador universal entre os felinos, de forma que o exame para descobrir em qual grupo o animal se encaixa é fundamental. Gatos com sangue B não podem receber transfusão de sangue com tipo A. Já felinos do grupo AB não possuem anticorpos contra A ou B, mas podem receber sangue dos tipos A e AB. Os que tem sangue A geralmente possuem baixo nível de anticorpos anti-B, gerando resposta mais branda na primeira transfusão. Caso ocorra a incompatibilidade entre os tipos, as reações vão desde anemia hemolítica grave e choque anafilático até a morte.

ISOERITRÓLISE NEONATAL – Além das transfusões de sangue, a tipagem felina é muito importante no planejamento de um cruzamento para evitar a ocorrência de isoeritrólise neonatal. Esta doença, uma reação imunológica, acontece quando uma gata do tipo sanguíneo B dá à luz a um filhote tipo A ou AB. Depois do nascimento, ao mamar o colostro, os gatinhos recebem anticorpos contra os seus próprios glóbulos vermelhos e podem ir a óbito. A isoeritrólise neonatal pode ser evitada ao impedir o acasalamento entre gatas do tipo B com gatos tipo A ou AB.

EXISTEM OUTROS TIPOS SANGUÍNEOS EM GATOS? Sim, mas ainda não existem reagentes comerciais, portanto antes de qualquer transfusão de sangue a tipagem e a compatibilidade sanguínea são recomendadas.

Caso seu gatinho precise fazer o exame de tipagem sanguínea, procure um laboratório de sua confiança, para que o bichinho não fique estressado com a coleta. O teste é oferecido pelo Blut’s Centro de Diagnósticos Veterinários.

FA e frações de Fosfatase Alcalina

A fosfatase alcalina (FA ou ALP) é uma enzima não específica. O principal uso da ALP é como um indicador sensível de colestase no cão (aumentará antes da bilirrubina), porém não é específico porque a presença de corticosteroides (exógenos ou endógenos) induz a produção desta enzima, com aumentos subsequentes na atividade sérica ou plasmática. No gato, porém, a ALP é um indicador específico da doença hepática, enquanto em animais de grande porte, a enzima não é muito útil.

A amostra de sangue deve ser colhida em um tubo soro ou heparina. A diminuição da atividade é rara, e o aumento indica alterações nos tecidos que produzem (ex. hepático, ósseo) ou uso de certos medicamentos.

As alterações ósseas não necessariamente são malignas, podendo ocorrer devido ao animal estar em fase de crescimento ou a regeneração de alguma fratura, mas alguns tumores ósseos também podem levar ao aumento da enzima. A colestase é a diminuição ou interrupção do fluxo biliar, sendo então uma alteração hepatobiliar podendo ser causado por hepatites, lipidose hepática e cálculo biliar. Já o uso de certos medicamentos corticoides como prednisona e dexametasona ou barbitúricos como o fenobarbital entre outros, em cães pode levar a uma maior produção da fosfatase.

Os itens citados acima são apenas algumas das possíveis alterações que o aumento da FA pode indicar, para se ter certeza da origem podem ser determinadas as frações de fosfatase alcalina, que é um exame capaz de diferir se o aumento tem origem óssea, induzida por medicamento ou hepatobiliar. De qualquer forma o veterinário responsável deve considerar a condição em que o animal se encontra para decidir qual a fonte provável do aumento da enzima.

 

Escrito por: Cecília Maieron – Estagiária Blut’s

HEMOGRAMA

O hemograma é a análise das células sanguíneas, sendo um dos exames mais pedidos nas rotinas pelas informações que podem fornecer ao clínico veterinário sobre o estado do animal.

  • Eritrograma: É a porção relacionada as hemácias que também são chamadas de eritrócitos, sendo os glóbulos vermelhos do sangue, que são responsáveis pelo carregamento do oxigênio para o corpo.

É neste exame que são obtidos informações como o nº de hemácias, o hematócrito e a hemoglobina, a baixa de qualquer um desses valores é indicativo de anemia, mas o mais significativo é a hemoglobina pois é a porção que se liga e carrega o oxigênio. Além disso também é avaliado a morfologia das hemácias e verificado a presença de parasitas

  • Leucograma: Segmento do exame dedicado aos leucócitos, que são os glóbulos brancos do sangue, encarregados da defesa do corpo. Existem vários leucócitos, como os macrofagos, eosinófilos, basofilos, neutrófilos e os monócitos, cada um deles possui aparência e função distintas.

O aumento e a diminuição nos valores dessas células podem ter diversos motivos, desde reações alérgicas e machucados, a tumores e infecções parasitárias por isso é necessário que o veterinário responsável interprete os resultados tendo em vista o estado clínico do paciente.

  • Plaquetograma: Faz a análise e contagem das plaquetas também chamadas de trombócitos, são células responsáveis por estancar o sangramento se agrupando no local onde houve extravasamento de sangue.

Valores altos de plaquetas estão ligados a animais que passaram pela retirada do baço, enquanto valores baixos podem ser causados por sangramento, doenças auto-imunes, doenças parasitárias entre outras patologias.

Para que os resultados emitidos sejam o mais fidedigno com o estado do animal o exame deve ser avaliado por um profissional capacitado capaz de saber as peculiaridades de cada espécie. A coleta deve ser realizada de forma adequada, e o sangue colocado em um tubo que possua anticoagulante, preferencialmente o EDTA caracterizado pela tampa roxa/lilás, e homogeneizado para que não haja formação de coágulos que impossibilitem a análise.

 

Escrito por: Cecília Maiero – Estagiária Blut’s

Exame de Cálcio em Animais

 A falta ou o excesso do cálcio representam um risco a vida do animal e podem ser causadas por diversos fatores, como patologias renais ou endócrinas e dieta inadequada.

Existem dois exames que medem a concentração sanguínea, também chamada de sérica: o cálcio e o cálcio ionizado. A concentração de cálcio quantifica o total de cálcio que existe na circulação, tanto a porção livre quanto a que fica ligada a outras moléculas que em sua maioria são proteínas como a albumina.

 

Enquanto o cálcio ionizado mede apenas a porção livre do cálcio, chamada de ionizada, que é a porção que participa ativamente dos processos corporais e consiste em 45% do cálcio total. Esse exame é mais oneroso, porém é mais específico e é realizado na Blut’s através de eletrodo íon-seletivo (potenciometria).

 

Em animais sadios as duas porções são proporcionais, porém alguns distúrbios podem causar o aumento/queda de um ou ambos. Cabe ao médico veterinário responsável decidir qual é dos exames trará dados mais valiosos para o quadro do animal.