DEA – Dog Erythrocyte Antigen

Cães possuem tipos sanguíneos, chamados de DEA, abreviação de Dog Erythrocyte Antigen traduzido para Antígeno Eritrocitário Canino. Assim como em humanos, a transfusão de sangue incompatível em cães pode levar a reações hemolíticas severas e até a morte.

O DEA 1 é um dos mais importantes, pois ele leva a reações mais graves e agudas em casos de transfusões incompatíveis. O cão pode ser negativo ou positivo para esse tipo, sendo assim, animais negativos podem receber apenas de outros animais negativos, enquanto animais positivos podem receber de animais positivos e negativos.

A tipagem não substitui a necessidade da prova de compatibilidade entre doador e receptor, mas a realização da tipagem para DEA 1 possibilita a escolha de um doador mais específico e diminui a possibilidade de incompatibilidade sanguínea.

Urinálise

Também chamada de exame qualitativo de urina (E.Q.U), é a análise dos componentes da urina, fornecendo informações importantes sobre o trato urinário e certos distúrbios metabólicos, como diabetes e cetose metabólica.

O ideal para a análise é ter o mínimo de 5 ml, e as amostras não refrigeradas devem ser analisadas em até 2 horas, quando refrigerada pode ser analisada após 12 horas, de outra forma o exame não refletirá a condição do animal. É importante ter em mente que o método de coleta influencia o resultado do exame, podendo ser realizada por:

  • Micção natural: Coletada pelo tutor quando o animal for urinar, usando um pote de plástico estéril, geralmente fornecido pelo veterinário responsável pelo animal. Ao interpretar o resultado deve-se ter em mente que esta forma de coleta terá uma porção de células e bactérias pertencentes a uretra e aos genitais.
  • Cateterismo: É realizada por um profissional treinado que introduz uma sonda pela uretra do animal até a bexiga. Por este método ser um pouco traumático costuma haver maior quantidade de células do final do trato urinário.
  • Cistocentese: Esta coleta é feita por um profissional treinado, realizando a introdução de uma agulha na vesícula urinária através da pele do abdomen, devendo ser guiada por ultrassom para evitar lesões no paciente. Desta maneira toda a interferência do final do sistema geniturinário é eliminada, sendo esse método o preferível para realizar a urocultura.

O exame é composto por 3 partes, na primeira parte é verificado o aspecto físico da urina, como a cor e a turbidez; a segunda parte é a análise química onde é verificado a presença de elementos como a glicose, bilirrubina, proteínas, entre outras; a última parte é a análise de sedimento, onde se verifica a presença de bactérias, cristais e células na urina. Existem também exames complementares a urinálise, como a relação proteína/creatinina e GGT/creatinina que podem averiguar a função e lesão renal.

Levando em conta a variedade de informações fornecidas pelo E.Q.U, seu custo acessível e praticidade é um excelente exame para a avaliação médica do seu animal, desde que se conheça as limitações e possíveis fatores de interferências do teste

Escrito por: Cecília Maiero – Estagiária Blut’s

Sangue Oculto

A pesquisa de sangue oculto nas fezes é feita para verificar se o está ocorrendo sangramentos pelo trato gastrointestinal do animal de forma pequena, a ponto de não alterar a aparência das fezes. Tais sangramentos podem ocorrer devido a úlceras, parasitas, neoplasias e inflamações, podendo levar a complicações como anemia e perda de peso. Não é recomendado realizar esse exame quando há sangramento evidente nas fezes.
São utilizadas fezes frescas ou refrigeradas, e para realizar esse teste deve ser evitado o consumo de certos alimentos e medicamentos, pois podem interferir no resultado, entre esses alimentos estão carne (vermelha ou branca), brócolis, cenoura, beterraba, mamão e outros alimentos ricos em agentes antioxidantes. Além de medicamentos como anti-inflamatórios e suplementos de ferro. Dessa forma o recomendado é manter o animal com a mesma dieta — evitando os alimentos citados, por 3 dias anteriores ao exame. Outros elementos que podem interferir no exame é a ingestão de sangue devido à lambedura de algum machucado ou secreção sanguinolenta.
Resultados positivos indicam a presença do sangramento e são dados de forma semi quantitativa de acordo como a “força” da reação (traços a 3 +), enquanto resultado negativo não significa que não há sangramento, uma vez que o mesmo pode ser intermitente. A interpretação do resultado e as devidas indicações sobre alteração da dieta do animal ou da retirada de medicamentos para realizar esse exame devem ser feitas por médico veterinário de confiança.
Texto por: Cecília Maieron

HEMOGRAMA

O hemograma é a análise das células sanguíneas, sendo um dos exames mais pedidos nas rotinas pelas informações que podem fornecer ao clínico veterinário sobre o estado do animal.

  • Eritrograma: É a porção relacionada as hemácias que também são chamadas de eritrócitos, sendo os glóbulos vermelhos do sangue, que são responsáveis pelo carregamento do oxigênio para o corpo.

É neste exame que são obtidos informações como o nº de hemácias, o hematócrito e a hemoglobina, a baixa de qualquer um desses valores é indicativo de anemia, mas o mais significativo é a hemoglobina pois é a porção que se liga e carrega o oxigênio. Além disso também é avaliado a morfologia das hemácias e verificado a presença de parasitas

  • Leucograma: Segmento do exame dedicado aos leucócitos, que são os glóbulos brancos do sangue, encarregados da defesa do corpo. Existem vários leucócitos, como os macrofagos, eosinófilos, basofilos, neutrófilos e os monócitos, cada um deles possui aparência e função distintas.

O aumento e a diminuição nos valores dessas células podem ter diversos motivos, desde reações alérgicas e machucados, a tumores e infecções parasitárias por isso é necessário que o veterinário responsável interprete os resultados tendo em vista o estado clínico do paciente.

  • Plaquetograma: Faz a análise e contagem das plaquetas também chamadas de trombócitos, são células responsáveis por estancar o sangramento se agrupando no local onde houve extravasamento de sangue.

Valores altos de plaquetas estão ligados a animais que passaram pela retirada do baço, enquanto valores baixos podem ser causados por sangramento, doenças auto-imunes, doenças parasitárias entre outras patologias.

Para que os resultados emitidos sejam o mais fidedigno com o estado do animal o exame deve ser avaliado por um profissional capacitado capaz de saber as peculiaridades de cada espécie. A coleta deve ser realizada de forma adequada, e o sangue colocado em um tubo que possua anticoagulante, preferencialmente o EDTA caracterizado pela tampa roxa/lilás, e homogeneizado para que não haja formação de coágulos que impossibilitem a análise.

 

Escrito por: Cecília Maiero – Estagiária Blut’s