Cobalamina

A cobalamina, popularmente conhecida como vitamina B12, é um composto orgânico encontrado principalmente na carne animal. Usada pelo organismo para sintetizar DNA, sua carência afeta principalmente tecidos nos quais há uma rápida multiplicação celular como em fetos, animais em crescimento e células sanguíneas e intestinais. Logo, se o animal apresenta sinais de anemia, diarreia, aborto ou má formação de filhotes, a verificação dos níveis de vitamina B12 é uma exame recomendado.

A deficiência de cobalamina pode ser causada pela ingestão insuficiente devido a uma dieta sem os níveis adequados de proteína de origem animal. Outras origens possíveis são distúrbios como deficiências genéticas, disfunções endócrinas, má absorção, insuficiência pancreática exócrina ou outras doenças intestinais. Em casos que seja necessária a suplementação, a mesma deve ser feita

A cobalamina, popularmente conhecida como vitamina B12, é um composto orgânico encontrado principalmente na carne animal. Usada pelo organismo para sintetizar DNA, sua carência afeta o desenvolvimento de fetos e animais em crescimento, além de afetar principalmente tecidos nos quais há uma rápida multiplicação celular como células sanguíneas e intestinais. Logo, se o animal apresenta sinais de anemia, diarreia, aborto ou má formação de filhotes, a verificação dos níveis de vitamina B12 é uma exame recomendado.

A deficiência de cobalamina pode ser causada pela ingestão insuficiente devido a uma dieta sem os níveis adequados de proteína de origem animal. Outras origens possíveis são distúrbios como deficiências genéticas, disfunções endócrinas, má absorção, insuficiência pancreática exócrina ou outras doenças intestinais. Em casos que seja necessária a suplementação, a mesma deve ser feita com orientação de um médico veterinário, da mesma forma, o animal deve ser tratado se houver alguma doença desencadeando um quadro de carência de cobalamina.

 

Nutrição

Nos últimos anos a procura por dietas caseiras para os animais de estimação vem crescendo, seja por alguma condição de saúde do animal ou por valores éticos do tutor. Ao decidir seguir esse estilo de alimentação, as refeições devem ser elaboradas com cuidado, pois dietas desbalanceadas podem dar início a uma doença ou agravar alguma existente.

Devido à complexidade e importância que a nutrição possui, é recomendado que a dieta seja feita junto a um veterinário nutricionista, de forma que favoreça a rotina do tutor e as necessidades do organismo do animal. Devendo ser realizados consultas e exames periódicos para assegurar a saúde do animal.

DEA – Dog Erythrocyte Antigen

Cães possuem tipos sanguíneos, chamados de DEA, abreviação de Dog Erythrocyte Antigen traduzido para Antígeno Eritrocitário Canino. Assim como em humanos, a transfusão de sangue incompatível em cães pode levar a reações hemolíticas severas e até a morte.

O DEA 1 é um dos mais importantes, pois ele leva a reações mais graves e agudas em casos de transfusões incompatíveis. O cão pode ser negativo ou positivo para esse tipo, sendo assim, animais negativos podem receber apenas de outros animais negativos, enquanto animais positivos podem receber de animais positivos e negativos.

A tipagem não substitui a necessidade da prova de compatibilidade entre doador e receptor, mas a realização da tipagem para DEA 1 possibilita a escolha de um doador mais específico e diminui a possibilidade de incompatibilidade sanguínea.

FA e frações de Fosfatase Alcalina

A fosfatase alcalina (FA ou ALP) é uma enzima não específica. O principal uso da ALP é como um indicador sensível de colestase no cão (aumentará antes da bilirrubina), porém não é específico porque a presença de corticosteroides (exógenos ou endógenos) induz a produção desta enzima, com aumentos subsequentes na atividade sérica ou plasmática. No gato, porém, a ALP é um indicador específico da doença hepática, enquanto em animais de grande porte, a enzima não é muito útil.

A amostra de sangue deve ser colhida em um tubo soro ou heparina. A diminuição da atividade é rara, e o aumento indica alterações nos tecidos que produzem (ex. hepático, ósseo) ou uso de certos medicamentos.

As alterações ósseas não necessariamente são malignas, podendo ocorrer devido ao animal estar em fase de crescimento ou a regeneração de alguma fratura, mas alguns tumores ósseos também podem levar ao aumento da enzima. A colestase é a diminuição ou interrupção do fluxo biliar, sendo então uma alteração hepatobiliar podendo ser causado por hepatites, lipidose hepática e cálculo biliar. Já o uso de certos medicamentos corticoides como prednisona e dexametasona ou barbitúricos como o fenobarbital entre outros, em cães pode levar a uma maior produção da fosfatase.

Os itens citados acima são apenas algumas das possíveis alterações que o aumento da FA pode indicar, para se ter certeza da origem podem ser determinadas as frações de fosfatase alcalina, que é um exame capaz de diferir se o aumento tem origem óssea, induzida por medicamento ou hepatobiliar. De qualquer forma o veterinário responsável deve considerar a condição em que o animal se encontra para decidir qual a fonte provável do aumento da enzima.

 

Escrito por: Cecília Maieron – Estagiária Blut’s

Coleta de sangue

A coleta de sangue pode ser um momento muito estressante para o animal e para os tutores, para evitar o máximo possível de estresse podemos tomar alguns cuidados, como um ambiente calmo, profissionais capacitados e uma contenção adequada. É importante que o tutor também esteja calmo durante a coleta, pois o animal pode acabar se agitando.

A maioria dos exames de rotina é feita com sangue venoso, sendo que o local de preferência para a coleta do sangue é a veia jugular, localizada no pescoço, pois é o vaso mais calibroso e, geralmente, o animal sente menos dor ao puncionar. Outros locais onde pode ser realizada a punção em cães e gatos são: o braço, parte interna da coxa ou na perna – veia cefálica, femoral e safena, respectivamente – sendo escolhido de acordo com o temperamento, espécie e aceitação do animal.

Para melhor higiene, localização e acesso da veia, pode ser necessário que uma parte do pelo seja retirada, e a coleta pode ser feita com seringa ou tubos de coleta a vácuo sendo selecionada de acordo com o peso do animal e volume de sangue exigido, sendo que o último sempre é coletado levando em conta o tamanho do animal, de forma que nunca será retirado um volume de sangue a ponto do animal passar mal.

É comum a coleta de múltiplos tubos, isso acontece pois cada tubo possui uma característica, que é mais adequada para  um tipo de exame, por exemplo a glicose, necessita do tubo com a tampa cinza que contém fluoreto, se for coletada com outro tubo os resultados obtidos podem não ser fidedignos ao do animal, já o hemograma, para a maioria das espécies, é coletado no tubo roxo, contém EDTA para não alterar a forma das células . 

Após a coleta é feito aplicação de pressão no local por um período rápido, para evitar sangramentos, não sendo necessário o uso de curativos, e o único cuidado necessário é para que o animal não faça pressão no local da coleta nos próximos minutos, puxando muito a coleira/peiteira por exemplo.

O que é Citologia?

O que é Citologia?

Citologia é o estudo das células. A equipe Blut’s faz isso o tempo todo na avaliação do hemograma, da medula óssea, de líquidos cavitários, e de tecidos em geral.

Quando um paciente apresenta um aumento de volume na pele, tecido subcutâneo, tecido mamário, ou alguma alteração em algum outro órgão interno (observada através de exame de imagem), o clínico pode sugerir a avaliação citológica do local, ou seja, uma biópsia para avaliação das células.

A avaliação citológica de tecidos oferece uma avaliação rápida da patologia tecidual e tem a capacidade de, muitas vezes, oferecer um diagnóstico (ex. se é um câncer ou não), auxiliar no prognóstico (maligno ou benigno), auxiliar nas intervenções terapêuticas diretas (ex. tratar, observar ou fazer cirurgia) e sugerir testes diagnósticos adicionais (ex. histopatologia, cultura bacteriana ou fúngica).

A capacidade da amostra de atingir todos esses objetivos depende de vários fatores como: técnica de coleta adequada, preparação e coloração das lâminas, bem como da natureza e distribuição da lesão e da habilidade / experiência do citologista.

Nos casos mais simples, um raspado de pele, um suabe otológico ou vaginal ou a citologia por aspiração com agulha fina serão as técnicas escolhidas. Em outros casos, será necessário a aspiração por agulha fina guiada por ultrassom, ou até mesmo com acompanhamento de anestesia geral. E ainda existem os casos que apenas a citologia não será possível ou não será o suficiente para determinar o diagnóstico. Seja qual for a situação, a equipe Blut’s pode auxiliar o médico veterinário a decidir a melhor forma de diagnóstico para o paciente.

Além disso, algumas lesões não podem ser diagnosticadas citologicamente, pois pode ser necessária a avaliação da arquitetura tecidual ou quando não há esfoliação das células investigadas. Nestes pacientes, a histopatologia é necessária.